Ser mãe cansa

julho 26, 2018

Não é que eu esteja cansada.

É que eu estou exausta.

Exausta de amamentar, de precisar arrumar 3 pessoas e pensar em 3 logísticas e 2 mochilas de roupas extra para fazer qualquer coisa.
E de não dormir.
E de não fazer uma refeição decente.
De viver correndo atrás de uma rotina desesperada, e de não conseguir completar nenhum assunto com nenhuma amiga.
De mal conseguir conversar com meu companheiro.
De não ter conseguido concluir meu curso de costura.
De viver correndo para fazer mil coisas, e ter a sensação no final do dia de não ter feito absolutamente na-da.

Eu sei eu sei, que vai passar. Vai passar.

Também sei que ser mãe é lindo e maravilhoso.
Mas hoje eu quero falar sobre as mazelas. Ou só me queixar um pouco.
Ser o Porto Seguro de outros seres humanos é um trabalho danado e suga a gente.
Puxa, como é difícil!
Com Olga eu senti pouco isso.
Ela dormia a noite toda, aceitava bem a rotina, ficava com uma pessoa maravilhosa em casa e eu voltei ao trabalho quando ela tinha 5 meses. De fato, sobrava pouco tempo para as mazelas.

Agora não. Agora a rotina são as crianças.

Eu trabalho 3 tardes por semana. Parece pouco?
Então realiza cuidar de casa, planejar trabalho, roupas, comida, uma menina de 5 anos livre, linda e muito falante, agregado a um bebezão de 10 meses e quase 12kg grudado. Eu disse gru-da-do!

No peito, no colo, nos braços. Sem nenhuma ajuda externa. Aqui somos Di e eu pra tudo. Não estou reclamando, só constatando. Ele e eu somos uma equipe das boas.

Tito demanda infinitamente mais.
Não dorme muito nem de dia nem de noite.
Tem dificuldade em aceitar a rotina. Mama, mama, mama, como se não houvesse amanhã.
.
É lindo, saudável e encantador, mas prefere dormir na nossa cama, em cima de mim 🤦🏻‍♀️🤷🏻‍♀️.

Vai passar, eu sei. Meu mantra.

Há quem diga que até saudade eu sentirei desta fase.

Mas por enquanto sigo me fortalecendo no mantra “vai passar”, e tentando descansar minimamente nos intervalos. 🙅🏻‍♀️



Fraldas ecológicas - parte II

julho 25, 2018

Buenas!
Então, recebi algumas perguntas de uma amiga sobre  rotina com as fraldas de pano e resolvi postar aqui. Demorou só um “pouquinho” para sair. 🤦🏻‍♀️

Sobre as saídas. 

Existe sim um saquinho impermeável para armazenar a fralda suja, bem tranquilo. Único problema que vejo nisso é o volume mesmo. 

Sobre as lavagens 
Eu disse que lavo dia sim dia não, mas não contei sobre como armazenamento delas até a lavagem. Nós providenciamos baldes com tampa (que a dinda e o dindo do Tito capricharam e deram aquela estilizada!). Elas não ficam em molho não. No caso do cocô, eu sempre faço uma pré lavagem a mão e guardo no balde para lavar na sequência. 
Na hora da lavagem, seleciono campo de lavagem normal e coloco enxágue extra. É sucesso!



Sobre a noite 
As fraldas e absorventes noturnos são maravilhosos e desde o primeiro mês nunca mais precisamos fazer trocas na madrugada! 


Atualmente Tito está com 10 meses, temos usado mais um absorvente extra para reforçar. Acho que o fluxo de xixi aumentou e andou rolando uns vazamentos. Usei descartável e vazou também! 

Não tenho paciência para levar e lavar e esperar secar em viagens no inverno. No verão tivemos a experiência de 7dias de chuva sem máquina de lavar e secadora. Aí apelei para descartável. Não me sinto bem usando, mas às vezes preciso recorrer. Mas também se dramas, acho que cada um sabe onde aperta seu calo né. 

Forte abraço! 

Seguimos! 💪🏽


Aleitamento

O mês de março e seus desafios

abril 02, 2018







O mês de março foi muito agitado pra gente. 

Mas aquela máxima de que mãe não pode adoecer aqui em não foi bem assim. Sofro de uma Cefaléia terrível desde criança. Há poucos anos tivemos o diagnóstico de “Cefaleia em Salvas”, um dor cretina que quando vem me tira do prumo, e principalmente da minha rotina, dos meus amores. Meu companheiro, meus pais, minha família foram fundamentais para segurar minha onda e a da criançada neste último período, buscando que eu pudesse me dedicar aos cuidados que o momento exigia. 

Olga foi muito valente e demonstrou maI uma vez toda sua habilidade cuidadosa e amorosa. Minha filha está crescendo e tem qualidades tão encantadoras que me emocionam. A atenção e cuidado dela comigo durante as crises, por vezes me faziam acreditar que estava com uma amiga me cuidando e não uma filhinha de 5 anos. 


Infelizmente, em período de crises, acabo tendo que tomar uma medicação bem forte, e incompatível com o aleitamento. Sofri horrores por não poder amamentar meu bebê durante 15 dias. Conversei com uma consulto em aleitamento muito querida que me orientou a seguir tirando leite, fazendo compressas e bebendo muita água durante o tratamento. 

Foi um baita desafio pra gente. 

Tito e eu sofremos, choramos e nos fortalecemos em nosso amor. Eu nunca tinha dado leite artificial para Olga, que mamou até quase 2 anos, me atrapalhava nas mamadeiras, nos horários, ele ora precisava de mais fórmula, ora brigava para não tomar nada... Até que semana passada pudemos voltar. 

E a volta à amamentação não foi nada fácil! Nadica! Por mais que ele puxasse minha roupa e tivesse ainda muito forte o instinto, quando ofereci o peito fez cara de nojo e me rejeitou. Doeu fundo. Mas eu não desisti e segui oferecendo, oferecendo, oferecendo... até que aceitou! Aceitou e mamou, puxou forte. Mas o peito ainda não estava com sua produção a pleno vapor, e Tito sofreu e chorou mais uma vez porque lhe faltou leite... 

Não preciso nem dizer o quanto sofri de novo... fui ler sobre relactação, busquei informações, conversei com amigas, tive indicações de profissionais maravilhosxs, mas optei num primeiro momento seguir meu instinto, e ouvir o que meu coração dizia. 

Nos primeiros dois dias, quando ele chorava e o leite parecia estar bem fraquinho, engoli o choro e ofereci fórmula. No terceiro ele não chorou e decidiu fazer mais força, ele finalmente tinha vindo pro meu lado e eu sentia que estávamos de fato juntxs nessa batalha! 

E assim, ele não pediu fórmula e o peito lhe foi suficiente. No quarto e quinto dias as coisas foram melhorando. Hoje fazem 6 dias que retornamos e sinto que a produção por aqui já recompôs curso natural!

Esta experiência foi doída, mas só me reforçou a certeza da potência do aleitamento materno e da força do amor que nos une!

Seguimos! 💪🏽🙏🏽❤️😘

bunda de pano

Relato sobre meu bunda de pano

fevereiro 15, 2018

A primeira vez que ouvi falar nas fraldas de pano ecológicas, admito, achei o cúmulo da bichogrilagem, mas fiquei muito curiosa (clássica geminiana que não resiste a uma novidade!).


Não entendi direito a dinâmica e nem de longe me dava conta do quão agressivas ao meio ambiente são as fraldas descartáveis.

Ao longo dos anos de maternagem as coisas foram se encaixando. Lia uma blogueira ali, assistia um vídeo de outra lá e aos poucos comecei a sentir que poderia ser interessante e saudável a experiência.


Comecei me informando através dos vídeos da marca “Nós e o Davi”. A Laís é ótima e explica tudo
nos mínimos detalhes. 

Quando estávamos iniciando as tentativas para a segunda gestação, mostrei pro maridón os vídeos, ele embarcou na ideia é alí decidimos que quando o baby viesse, usaria fraldas de pano ecológicas! 

Não demorou muito para Tito despontar!

Até que algum tempo depois soube de uma Feira de Fraldas Ecológicas aqui em Porto Alegre. 
Fomos visitar e lá fui super bem acolhida. Especialmente pela Cris Messa e a Keila, duas mulheres inspiradoras. 

A Cris simplesmente me deu uma aula sobre as fraldas, seus usos, e a sua linda disponibilidade de fazer o chá de fraldas ecológico, (a parte do chá eu agradeço, como já contei aqui, não sou muito adepta). Fiquei impressionada como um bebê produz tanto lixo com o uso das descartáveis, em média 1tonelada! Ainda brincamos que se Dom Pedro II tivesse usado fralda descartável elas ainda não teriam se decomposto, porque leva mais de 500 anos para isso. Chocante!

Um bebê usa em média 5500 unidades de fraldas descartáveis até o desfralde, que podem ser substituídas por um enxoval de 20 fraldas. (o problema é que são tão lindas, que a gente não aguenta e acaba comprando um pouco mais, hehehe).

Sem contar na economia para o bolso de mamãe e papai. É realmente alto impacto no montante final de gasto com cocô e xixi.

Saí da feira planejando a compra do enxoval todo de pano.

E assim o fizemos. Em julho passamos (Di, Olga e eu) uma agradável tarde chuvosinha conversando com a Cris, seu companheiro e a linda pequena Sofia e nos deliciando na escolha das fraldas de Tito.

Estava decretado nosso uso de fraldas ecológicas brasileiras!

enxoval pronto, mamãe ansiosa!

Se eu ainda tinha dúvidas?

Na hora eu até achava que não... mas quando ele nasceu deu um frio na barriga e aquele medinho de mais essa novidade em nossa rotina.

Quando Tito nasceu

Na mala da maternidade eu não levei fraldas de pano.
Estava muito focada no meu parto, e sabia e continuo sabendo que dentro de hospital a coisa é bem menos amorosa e compreensiva. Por mais humanizado que o hospital que ganhei Tito se diga, tá muito longe do ideal. Muito mesmo.
Sei que fui muito feliz na escolha da obstetra e da Doula, mas de resto, as profissionais que participaram daquele momento estavam me achando uma índia, uma mulher das cavernas, que “preferia sentir dor”, do que “resolver” rapidamente a via de nascimento do meu filho. Não que eu me importe com o que pensavam. Mas isso incomodou. Sou capaz de lembrar e sentir aqueles olhares ainda.
Enfim, confesso aqui que naquele momento optei por não comprar um possível briga com o hospital caso se recusassem a usar a fralda que levei.
Preferi me resignar e dar atenção ao que mais me importava no momento.

Bueno.

O início de fato se deu quando chegamos em casa com ele, dois dias após o nascimento.

bebê Tito, 2 dias.


As fraldas descartáveis do hospital vazavam toda hora, cheguei e já pus a primeira de pano, que... Vazou!
Claro!
Fraldas de recém nascidos vazam amigxs.
Vazam ou explodem de tanto cocô, de tanto que mamam, eu sei lá porquê.

As primeiras semanas, o primeiro mês e meio mais ou menos foram de dias com muitas vazamentos, cocôs que escorriam roupa a fora. Troca de fralda a cada 1h30, quando chegava a 2h era sucesso comemorado, e quase toda troca de fralda exigia troca de roupas também.

Haja figurino pra este gurizinho!

Recorri à Cris, que como sempre foi super prestativa, me fez varias perguntas sobre como estávamos utilizando. Estava preocupada, será que fazia algo errado? Será que daria certo?

Depois que conversei com ela cheguei à conclusão de que faltava Tito crescer mais um pouco.

Pesquisei e vi que poderia tb usar “fralda tipo cremer” para “preencher” a fralda, mas não cheguei a usar. Fomos investindo nos absorventes e ajustes nos elásticos caseados, até que, “clique”, deu certo!

Quando vimos estávamos espaçando as trocas e usando exclusivamente a fralda de pano!

Lembrando que meu bebê nasceu com 3.940kg, e que a maioria das marcas nacionais diz que a partir de 3,500kg de bebê já rola Fralda de pano. Aqui não foi bem assim. Mas nem por isso deixamos de usar, afinal de contas, eu acredito que a adaptação ao novo modelo também estava em jogo.
Por isso, Di e eu embarcamos de cabeça!

Tito é grande, e cresceu muito rápido no primeiro mês (continua bebê gigante). Fato que nos ajudou ainda mais. Porque como eu já tinha lido, a partir dos 5kg do bebê tudo fica mais fácil.

Assim entramos no mundo exclusivo das fraldas de pano.

Minhas considerações:

- Primeira coisa: Fralda ecológica, não é fralda descartável. Parece bobo, mas isso implica em mudarmos o nosso "registro". Muda o eixo. É outra coisa. Então, não adianta querer usar a ecológica com a cabeça da (falsa) praticidade da descartável. Digo falsa, porque na descartável a gente joga no lixo e transfere a responsabilidade daquele resíduo para outros. Fecha a tampa da lixeira, e alguém que resolva o que fazer com o cocô do meu filho. Na ecológica, somos chamadxs à atender esta responsabilidade. E olha, não dói nada e ainda dá um sensação delícia de estar contribuindo com o meio ambiente.

- Por orientação da Cris da Eco Lógica, nós optamos por um enxoval multimarcas de produção nacional, outra hora posso falar sobre cada uma delas e minhas impressões.

- São 20 fraldas sendo 16 diurnas e 4 noturnas. 40 absorventes entre faixas e os de dobrar.

-Liner, dry fit, melton, pull, botões caseados, capas anti vazamentos, é tanto nome e termos em inglês que parece complicado. É um pouco mesmo.
Tô tentando fazer um glossário (há um mês, mas tá fogo parar para pesquisar tudo) pra colocar no final do texto.

- Comprei algumas Chinesas , por curiosidade para experimentar.
  Hoje em dia tem durado o mesmo tempo que as nacionais, em média 4-5 horas (às vezes até mais!)entre uma troca e outra.

- Eventualmente uso a descartável, recentemente pegamos 4 dias direto de chuvarada na praia, sem máquina de lavar e quase nada de espaço para secar, aí usamos. Foi chato, achei que tive que trocar mais vezes e Tito ficou vermelhinho.

- Não Assa mesmo!
Tito (tinha-4meses-quando-comecei-a-escrever-este-texto-hahahahahahahaha), hoje tem 5 e meio e até aqui nunca ficou assado.
A explicação que a Cris me deu lá naquela tarde delícia na casa dela foi de que o fato de ser de tecido faz com que a pele respire. E que as fraldas descartáveis tem tanta porcaria para absorver o xixi que acaba absorvendo a umidade da pele. Aí resseca. Aí tem que usar pomada para curar o que a fralda produz. Coisa de louco! Eventualmente uso a pomadinha de calêndula da Weleda para bebês e tá tudo lindo.

- Antes que me pergunte: Não se gasta mais água lavando uma de tecido do que se gasta produzindo uma descartável. Fato!

- Não é aqueeeeeeela trabalheira da época das nossas avós. Longe disso!

- Lavo fraldas dia sim dia não.

- A máquina lava tudo.

- Sol tira manchinhas.

- Procuro já deixar montadas para facilitar na hora da troca.

- A família estranhou no início. Só eu e o Di trocávamos. Aos poucos foram se acostumando também. Hoje vovó e dinda já se aventuram!

- Hoje estamos todos superbem adaptados.

Será que adaptou bem?


Meu ponto negativo:

- A única coisa que me incomoda é que as roupas deixam de servir mais cedo por causa da bunda de pano. Então, se pretende usar FP nem inventa de comprar roupa RN, vai direto pro P (ou M, no nosso caso!). Nada de mais tb.

Então é isso, por aqui, caso de amor com nosso bunda de pano delícia!

Se você tem dúvidas, ou alguma pergunta, me escreve que adorarei responder!

❤ beijos, fui catar criança pela casa!


Mudamos

fevereiro 15, 2018



Nosso Blog recebeu algumas repaginadas ultimamente.
Longe de dar toda a atenção que eu gostaria, dinda Katherine (dinda da Olga) se empenhou em melhorar as coisas por aqui. Gracias minha querida!

Mudamos o endereço e o layout. E seguimos.

❤ beijos, e fui !

Olga

Mundo Colorido

janeiro 14, 2018


Meu Mundo não ficou azul porque tenho um menino.
Nem nunca foi cor de Rosa porque já tinha Olga. 
Meu Mundo que já era multicolor se coloriu ainda mais depois que ele chegou. 

Isso sim. 

Tito chegou como quis, no dia e hora que ele quis. 
Ainda não consegui parar para relatar com a atenção que esta experiência merece. 
Mas ei de fazer em breve.
Por enquanto, vim dizer que estamos bem, felizes e nos adaptando a nova vida em família que se iniciou no dia 05/09.


doula

Relato de Parto: Tito

janeiro 14, 2018

O relato desse parto começa lá em 2013, quando com 36 semanas da gestação de Olga, o obstetra fofinho, que nunca queria falar sobre o parto, me colocou literalmente na parede para agendar uma cesariana. Eu, fragilizada e completamente na defensiva pedia para que ele me deixasse "tentar" o parto normal. 


Depois de muita insistência minha ele disse que "até" faria o parto normal, mas que cobraria taxa de disponibilidade, que pediatra e anestesista cobrariam e que o total seria mais ou menos uns R$ 6.000,00. Saí do consultório arrasada e com a única certeza de que não voltaria mais lá. E não voltei. Depois de alguns dias de busca consegui horário com uma obstetra que "aceitava" esperar eu entrar em trabalho de parto. Iniciei, mas logo no começo Olga fez mecônio, e a coisa acabou numa cesariana de emergência. Fria, baseada no medo e na impessoalidade. Na época eu sofri, me senti incapaz, tudo junto e misturado com a felicidade de ter minha primeira filha nos braços. Mesmo naquele momento eu pensava que ainda teria um parto normal (eu sempre soube que teria mais de um filho ou filha!).

Bem. O tempo passou, eu li, vi, ouvi muita coisa sobre parto natural, e este ano recebemos a linda notícia que Tito estava a caminho. Desta vez eu tinha certeza de que não deixaria que tomassem as decisões e os rumos sobre meu corpo e a vida de meu filho por mim. Sem eu entender e estar apropriada sobre a situação. 
Depois de entender que a obstetra atual (era a mesma do parto da Olga ainda), era mais inclinada à cesariana, lá fui eu atrás de um obstetra humanizado, pelo plano de saúde, coisa rara por aqui. Eu ainda tinha a preferência que fosse uma mulher e mãe. Depois da maternidade aprendi que desenvolvemos uma cumplicidade muito bonita entre mães. Depois de ter filhxs, qualquer um poderia ser a nossa criança. 

Foi aí que eu sofri mais uma vez. 

A DPP do Tito era para 05/09, semana do Simpósio Internacional de Assistencia ao Parto, Doulas e Familia, o SIAPARTO. E por isso, as médicas da minha lista não estavam pegando gestante com previsão de parto nesta data... muitos contatos e pedidos de indicação a minhas amigas depois, num mesmo dia recebi duas indicações de pessoas diferentes. E o curioso é que eram justamente da mesma obstetra. A esta altura já tinha reencontrado Zezé, uma Doula muito especial, que eu não tinha conseguido ter ao meu lado na gestação anterior. 
Fomos conhecer a Dra Maria Fernanda, e lá abri meu coração a ela, que me acolheu e veio junto nessa viagem comigo. Estávamos com 15 semanas. A gestação ocorreu tranquila, apesar de cansativa e dos enjôos. 

Pulemos ao parto:
Alguma coisa me dizia que esse parto seria com trabalho de parto de verdade! E assim foi.

Depois de quase duas semanas de pródomos que não engrenavam, homeopatia, florais e 3 sessões de acunpuntura, no dia 04 de setembro tive uma boa conversa com a Zezé. Parece que precisava ouvir aquelas belas palavras dela. Me disse para tomar um banho bem relaxante, fazer massagem, conversar com ele, com a lua que estava entrando na fase cheia... que me despedisse de verdade da barriga... e assim foi... fiz tudo, conversei muito com Tito e fui dormir...


Acordei às 4h pensando que não era o dia ainda... cochilei... alguns minutos depois acordei com a bolsa rompida. Mandei um Whats para Zezé e fui para o chuveiro. Em seguida iniciaram as cólicas e as contrações. Fracas. Di falou com a querida Dra Maria Fernanda. Olga acordou às 5h, empolgadíssima. Ligamos para meu pai que logo veio buscá-la... me deu um aperto no coração... sabia que era a última vez que a via como filha única. 

Zezé chegou, fez massagem, ouvimos mantras, nossa playlist do parto, rimos e fomos curtindo aquele momento. Contrações foram chegando de verdade. Fortes. Profundas. Decidimos ir a maternidade as 7:30. Lá eu sabia que precisava ficar tranquila e conectada com meu bebê. Me esforcei para não dar bola para as coisas que ouvimos no hospital. Chuveiro, bola, massagem, colo, abraços, dor. Que dor maluca de amor é essa, que eu nunca pensei em desistir ou que sofria, ou que não conseguiria? A cada contração uma vocalização forte, doída, uma cura. A cada contração todo o percurso passava pela minha cabeça... o parto da Olga, o obstetra fofinho que queria me obrigar a agendar a cesariana, os viários caminhos atrás de uma obstetra que tivesse opção pelo parto natural.. tudo junto ao mesmo tempo. A cada contração, o Diego e Zezé me enchendo de carinho e compreensão. Quando a coisa apertou mesmo, lá estava minha obstetra querida me abraçando e dizendo que eu conseguiria. Que dor de amor é essa que a cabeça comanda? No meu Mundo ideal, nosso parto não teria intervenções médicas desnecessárias. E no meu olhar assim foi. Naquele 05 de setembro eu aceitei analgesia com 7cm e uma episio respeitosa, se é que se pode falar assim, quando Dra Fernanda explica o que acontecia e me pergunta se pode fazer. Foi muito rápido, eu exausta, ele cansado e trancadinho. 
Naquele 05 de setembro eu vivi 12horas de trabalho de parto. 12 lindas horas. 

Saí do parto pronta para bater uma corrida, de tanta felicidade! Ele mamou como um profissional no assunto. Ele veio pronto, no tempo dele. Não tomou banho e ficou comigo. E estamos desde então, completamente grudados de amor e leite. 
Tito chegou naquele 05 de setembro de 2017, as 16:29, com 3,940kg e 53,5cm me mostrando que bebê grande nasce e que eu sabia parir. 



#Tito 
#relatodeparto

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