Costurando Ideias

novembro 11, 2015

O blog anda meio atirado (desculpaê!)
A vida andou tumultuada.
Essa coisa de ser mãe, profissional, mulher e ainda inventar modas do que mais fazer estão me consumindo pra caramba.
Agora ando costurando.
Costurando a vida, alinhavando sonhos e buscando um ritmo de vida mais saudável pra cuca, pro corpo, de uma maneira mais integral.
Engraçado como ao longo das gerações nosso conceito de bem-viver vem sofrendo alterações profundas.
Meus avós trabalharam muito duro, até se aposentarem.
Meus pais, são da geração que já nem pensa em se aposentar.
E eu sou de um recorte da juventude (é juventude ainda???) de 30 e poucos que já quer ter vida de aposentado! (kkkkk)
Calma! Eu me explico.
Meus avós queridos e amados foram/são trabalhadores, daqueles que saíam cedinho de casa e voltavam a noite, sem ter tempo algum para os filhos e vida fora trabalho.
Meus pais, são de uma geração em que as pessoas trabalham, trabalham, trabalham ainda mais do que meus avós. A vida real fica sempre em segundo plano. A pessoa se valoriza pelo trabalho.
Pois eu, por um bom tempo também acreditei que seria assim.
Até ter Olga em meus braços.
A maternidade me deu a noção de finitude. E o medo da finitude. O pavor de partir sem ter feito tudo o que sonhava e gostaria de fazer com ela. E comigo mesma.
Mas esta ideia não surgiu logo que ela nasceu. Ela foi construída. Foi construída quando eu deixava minha filha chorando por mim, em casa o dia todo com uma pessoa estranha (apesar de ser maravilhosa, e uma super babá). Construída quando foi a babá e não eu quem viu seu primeiro dentinho. Foi construída quando eu perdi a primeira vez que ela fez xixi no vaso sanitário. As primeiras palavras. A rotina do soninho. Da alimentação. Das brincadeiras diárias.
Quando Olga completou 2 anos, esta ideia foi construída ao deixá-la num dia de muito frio e chuva, dormindo e resmungando, as 7h30 da manhã, na escola.
Esta ideia foi construída, quando Olga me cobrou porque eu não ia sempre na escola (o pai a leva mais, em função do tempo e da distância).
Quando eu comecei a me enxergar mais endurecida, pensando só em trabalho e não me permitindo fazer nada que me desse prazer.
Isso tudo começou a me machucar.
E decidi que não quero isto para mim. Nem para minha filha. Nem para meu relacionamento amoroso.
Foi quando me permiti aprender coisas novas. Me esforçar um pouco mais para priorizar a atenção a minha pequena. Mas sem descuidar de mim. Do que me faz bem.
Comecei a escrever para o Blog.
Comprei uma máquina de costura e fui. Sozinha. Sem pressa de aprender.
E sem pressa dos resultados. Sem me cobrar. Mais preocupada com o percurso do que com a chegada, nesta nova descoberta.
Tem sido maravilhoso, tenho conhecido pessoas encantadoras, tem me trazido a leveza necessária e despertados sonhos que antes eu nem imaginava ser possível.
Não sei ainda no que estas novidades vão dar. Mas agora está sendo assim, de fato costurando os retalhos que me interessam da vida, e fazendo um pacthwork muito mais colorido.
Vou com calma, mas com gás. Feliz.
É que desorganizando, posso me organizar!

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