Notícias do nosso Desfralde

novembro 21, 2015

O tempo é curto e ruge, mas hoje nasceu mais um relatinho do nosso desfralde!
Amanhã completamos uma semana.
Pode ser (e é!) coisa de mãe coruja, mas eu estou muito surpresa com a facilidade que o desfralde está sendo por aqui. Prá ter uma ideia (odeio ideia sem acento! ), iniciamos no sábado, e desde  terça, estamos sem nenhum,  nenhumzinho acidente!
O dia mais complicado até agora foi segunda-feira, primeiro dia sem fralda na escola. Fez uma vez só pela manhã no banheiro e o resto do dia foram de escapadas. Cheguei para buscá-la e ela veio correndo, me abraçou e pediu desculpas. Ainnnnn, fiquei arrasada. Disse pra ela que não precisava pedir desculpas, que era normal acontecer e que eu ajudaria ela a passarmos por este momento. Felizmente, depois desta conversa minha boneca não teve mais nenhuma intercorrência.
Acho que a missão foi executada com sucesso!!!
Eu super feliz e orgulhosa dela.
Ela, cheia de si! Coisa linda de ver.
Mas desta experiência,  o que tenho tido mais clareza,  é de que mais do que pressa em nos livrarmos das fraldas,  e aquela fissura de desfraldar quanto antes melhor,  é que nós pais temos que ter  responsabilidade sob o impacto de uma etapa queimada no desenvolvimento da criança. Digo no sentido de apurar um desfralde sem a criança estar pronta, o que pode acarretar em traumas e um processo doloroso e sofrido para a criança.
Aqui conseguimos sem choro, sem gritos, nem stress. Tudo dialogado e combinado. Tudo no seu tempo.
Tá bem que existem teorias e práticas de  pais que conseguem fazer com que bebês nem usem fraldas. Já ouviu falar no “Elimination Communication”?
“O método, a grosso modo, consiste em os pais perceberem os sinais de que o bebê está com vontade de fazer xixi ou cocô, levá-los rapidamente para a privada ou a pia, retirar a calça e estimulá-los a fazer suas necessidades fisiológicas fazendo barulhos como shhhh ou pfff. A ideia é associar o barulho ao ato de urinar e defecar, condicionando assim a criança, daí o nome comunicação de eliminação. Como deixa claro o site Diaper Free Baby, não se trata de desfraldar o bebê, mas de ensiná-lo a entender e dar sinais quando a vontade de fazer xixi ou cocô chega. E uma vez que isso é alcançado, não existe a necessidade da etapa do desfralde.” (Texto publicado no site mundoovo.com.br, que eu gosto bastante de acompanhar).
Eu, como a maioria do povo ocidental,  optei pela fralda, e não me arrependi até o momento,  reafirmo, baseada na nossa experiência,  que a criança precisa estar madura. Não necessariamente será a idade dela que irá determinar o momento,  mas observei alguns indicativos na Olga,  que talvez possa ser útil:
  • Ela começou a se incomodar com a fralda, tirava sozinha, se coçava, reclamava.
  • Não tolerava mais ficar com um xixizinho que fosse.
  • Começou a falar quando estava fazendo xixi ou cocô.
  • Começou a desmonstrar interesse por calcinhas e cuecas, ela acha lindo!
A partir destes sinais, o pai da Olga comprou um livro ótimo, chamado “O que tem dentro da sua fralda?”, muito fofo, que conta a história. De um Ratinho muito curioso. Ele gosta de descobrir como tudo é por dentro. Nada escapa de Ratinho, nem mesmo as fraldas de seus amigos. Coelho, Cabrita, Cachorrinho, Bezerro, Potrinho e Porquinho, todos mostram suas fraldas. Então, claro, eles também querem ver a fralda de Ratinho. Uma grande surpresa os espera. Um livro superdivertido com abas sobre a grande curiosidade de um pequeno rato e sobre a passagem para o penico.
O livro pegou ela e era um tal de “o pai é porquinho, a mamãe era a cabrita”, que foi deixando mais leve o entendimento dela.
Por fim, saímos, compramos calcinhas, e conversamos sobre o que estava acontecendo.
Hoje conversamos sobre entregarmos o bico até o natal… Mas esta história vai ficar prá outro post! Hehehe!

Posts Relacionados

0 comentários

Posts Populares