Já tem nome?

abril 28, 2017

A segunda pergunta que eu mais ouvi desde que a barriga apareceu é:
Já tem nome?
(a primeira é obviamente “qual o sexo?”)
Confesso que desde que soubemos que é um menino ficamos com muuuuuuuitas dúvidas sobre a decisão de nome.
E eu sou meio (talvez um pouco mais que meio!), chata mesmo para escolha de nomes. Crio muitas regras e fico sofrendo tentando cumprir todas.
Por exemplo: (algumas prá não assustar vocês!)
– Não queria conhecer ninguém com o nome do meu filho. Mas tenho simpatia por nomes de personagens que me inspiram. Olga foi assim.
– Não queria nomes que estejam na lista dos mais usados. (Só olho estas listas para saber os nomes que eu não quero!).
– Não gostaria que meu filho achasse que o nome dele foi escolhido só para resolver essa questão e ponto. Aleatoriamente. Gostaria que ele soubesse que essa decisão foi/é fruto de uma escolha cuidadosa, amorosa e de fato muito especial para nós.
– Não quero nomes compridos ou que favoreçam apelidos. Aprecio nomes pequenos e simples. Mas não estranhos! (Tá bom que o estranho é bem subjetivo!)
Nada contra quem opta pelos mais-mais, pelo contrário, acho muitos nomes lindos, e confesso: sou chata e cheia de mimimi’s para nomes mesmo.
Pois bem. Nossa lista de nomes de meninos sempre foi curta. Curtíssima. Na gestação da Olga, praticamente não tínhamos nome se ela não fosse ela! Hahahaha
E desta vez, tb. Coisa doida. Nem eu nem Di tínhamos sugestões interessantes de nomes de menino que nos agradassem (e honrasse as minhas regras malucas!).
Comecei a fazer o que nunca tinha feito: pedi sugestões aos amigos e familiares próximos (não sem antes esplanar a lista de regras!).
Num desses papos, meu irmão Lucas sugeriu: Tito.
Tito? Mas isso é apelido?
Ele disse que não. (E se fosse, qual o problema?)
De cara me agradou. Mas fui pesquisar em inspirações e significados do nome.
Aí a coisa começou a ficar gostosa.
Encontramos Frei Tito de Alencar Lima, um militante conhecido e reconhecido pelos movimentos sociais, pastorais e sindicais, liderança estudantil, preso e torturado pela cruel ditadura militar vivida em nosso país.
Assisti ao filme “Batismo de Sangue”, inspirado da obra de Frei Betto, amigo e companheiro de Tito. Chorei, me comovi e sofri como em toda lembrança da ditadura que não vivi mas li, ouvi, conheço pessoas que sim….ainda não tive coragem de ler o livro, estou me preparando.
Acho que ali já tinha decidido, mas não me convencido.
Passaram mais algumas semanas e eu ficava sozinha pronunciando Tito, TITO, Ti-to.
Fui atrás de significados do nome: honrado, respeitável..
Fui me convencendo antes de tentar convencer o Di e a Olga.
E o curioso é que era exatamente o que a gente queria! Se encaixava nas regras malucas!!!
Um nome pequeno e simples.
Não é comum, mas eu não acho estranho.
E tem uma sonoridade tão gostosa, uma melodia harmoniosa à minha sensação.
Fiquei dias nesse pensamento. Até que sonhei que alguém me dizia: teu filho é o Tito!
Fui falar com o Di, que concordou na hora!
Pronto estava decidido. Nosso novo amor chame-se Tito.
Tito Lopes Kurtz, muito prazer. ❤️

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