O mês de março e seus desafios

abril 02, 2018







O mês de março foi muito agitado pra gente. 

Mas aquela máxima de que mãe não pode adoecer aqui em não foi bem assim. Sofro de uma Cefaléia terrível desde criança. Há poucos anos tivemos o diagnóstico de “Cefaleia em Salvas”, um dor cretina que quando vem me tira do prumo, e principalmente da minha rotina, dos meus amores. Meu companheiro, meus pais, minha família foram fundamentais para segurar minha onda e a da criançada neste último período, buscando que eu pudesse me dedicar aos cuidados que o momento exigia. 

Olga foi muito valente e demonstrou maI uma vez toda sua habilidade cuidadosa e amorosa. Minha filha está crescendo e tem qualidades tão encantadoras que me emocionam. A atenção e cuidado dela comigo durante as crises, por vezes me faziam acreditar que estava com uma amiga me cuidando e não uma filhinha de 5 anos. 


Infelizmente, em período de crises, acabo tendo que tomar uma medicação bem forte, e incompatível com o aleitamento. Sofri horrores por não poder amamentar meu bebê durante 15 dias. Conversei com uma consulto em aleitamento muito querida que me orientou a seguir tirando leite, fazendo compressas e bebendo muita água durante o tratamento. 

Foi um baita desafio pra gente. 

Tito e eu sofremos, choramos e nos fortalecemos em nosso amor. Eu nunca tinha dado leite artificial para Olga, que mamou até quase 2 anos, me atrapalhava nas mamadeiras, nos horários, ele ora precisava de mais fórmula, ora brigava para não tomar nada... Até que semana passada pudemos voltar. 

E a volta à amamentação não foi nada fácil! Nadica! Por mais que ele puxasse minha roupa e tivesse ainda muito forte o instinto, quando ofereci o peito fez cara de nojo e me rejeitou. Doeu fundo. Mas eu não desisti e segui oferecendo, oferecendo, oferecendo... até que aceitou! Aceitou e mamou, puxou forte. Mas o peito ainda não estava com sua produção a pleno vapor, e Tito sofreu e chorou mais uma vez porque lhe faltou leite... 

Não preciso nem dizer o quanto sofri de novo... fui ler sobre relactação, busquei informações, conversei com amigas, tive indicações de profissionais maravilhosxs, mas optei num primeiro momento seguir meu instinto, e ouvir o que meu coração dizia. 

Nos primeiros dois dias, quando ele chorava e o leite parecia estar bem fraquinho, engoli o choro e ofereci fórmula. No terceiro ele não chorou e decidiu fazer mais força, ele finalmente tinha vindo pro meu lado e eu sentia que estávamos de fato juntxs nessa batalha! 

E assim, ele não pediu fórmula e o peito lhe foi suficiente. No quarto e quinto dias as coisas foram melhorando. Hoje fazem 6 dias que retornamos e sinto que a produção por aqui já recompôs curso natural!

Esta experiência foi doída, mas só me reforçou a certeza da potência do aleitamento materno e da força do amor que nos une!

Seguimos! 💪🏽🙏🏽❤️😘

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